Como é, na verdade, um bom
trabalho de equipa?
Será apenas — ninguém discute e todos fazem exatamente a mesma quantidade?

Trabalho de equipa não é o mesmo que todos concordarem
Uma temporada da FIRST® LEGO® League parece ser sobre robôs. No entanto, a maior parte do que uma criança aprende é sobre pessoas: cumprir uma promessa, pedir ajuda a tempo, argumentar com factos em vez de levantar a voz e dar espaço aos outros. Eis como isso se reflete numa terça-feira à tarde qualquer na Sheen Academy.
A equipa que vais conhecer
Cinco crianças e um mentor, inspirados nas equipas que orientamos na realidade.
- Amahle, 11 anos — a programadora
- Daniel, 12 — o construtor
- Sipho, 10 — as ideias
- Yusuf, 13 — o apresentador
- Zoë, 9 — o olhar atento
- Treinadora Naledi
Uma boa equipa não precisa que todos sejam bons em tudo.
Ser justo não significa que todos façam exatamente a mesma quantidade. Uma criança coloca o programa a funcionar, outra constrói o acessório, outra regista o que foi testado. Cada uma dessas tarefas ajuda a alcançar o mesmo objetivo — e uma criança que tenha um ponto forte ainda tem de aprender com as outras.

Justo ≠ todos a fazerem a mesma quantidade.
Um bom colega de equipa lembra-se do que prometeu fazer.
Uma temporada vive de quatro ou cinco pequenas promessas por semana: testar o novo acessório, corrigir o programa de seguimento de linha, pesquisar para o Projeto de Inovação, preencher o registo de testes. O que faz uma equipa funcionar não é o facto de todas as promessas serem cumpridas na perfeição. É uma criança conseguir dizer: «Prometi que fazia, por isso faço — e se não conseguir, aviso.»


Avisar faz parte de ser responsável.
«É a minha tarefa — por isso, se não conseguir, fico calado.»
Esse é o único hábito que deita a perder a temporada de uma equipa. Uma criança bloqueada sozinha ao portátil, com o robô a virar para o lado errado pela décima vez, é uma criança cujo problema continua por resolver. O que um colega de equipa mesmo bom diz é: «Estou bloqueado — podemos ver isto juntos?» Assume a tarefa, tenta, empanca, avisa logo.


Ficar bloqueado é normal. Avisar logo é a verdadeira competência.
As boas equipas também discutem.
O importante não é evitar a discussão — é aprender a discutir. Entrar pela esquerda tem de ser mais rápido. Não, o lado direito funciona mais vezes. Por isso, testem ambos, cinco vezes cada um, e anotem os números. O Plano A acertou três em cinco. O Plano B acertou cinco em cinco. A discussão acabou e ninguém teve de perder.

Não discutam sobre quem tem razão. Deixem o teste decidir.
A criança mais forte da equipa às vezes tem de aprender a abrandar.
«Dá cá, deixa-me fazer a mim — consigo construir isso num minuto» é normalmente verdade, e é a forma mais rápida de perder um colega de equipa. «Tenta tu. Eu explico-te o primeiro passo» demora dez minutos e dá à equipa um segundo construtor para o resto da temporada.


Fazer tu mesmo é mais rápido. Ensinar o teu colega de equipa é o que torna a equipa mais forte.
Algumas crianças precisam de aprender a dar um passo atrás. Outras precisam de aprender a dar um passo em frente.
Em todas as equipas há uma criança a guardar uma ideia que ainda não partilhou, porque parece que todos os outros sabem mais. A mesma tarde que ensina uma criança a dar espaço ensina outra a ocupá-lo — e ambos são o objetivo principal.


Dá uma oportunidade a outro — e cria a tua.
«Fiz três tarefas. Porque é que ele só fez uma?»
O trabalho de equipa não é uma divisão aritmética igual. A única tarefa de uma criança pode ser a apresentação do Projeto de Inovação — a parte à qual os juízes dedicam oito minutos. Tarefas diferentes têm níveis de dificuldade diferentes e cada fase da época precisa de pessoas diferentes.

- 1. Todos participaram?
- 2. Cumpriram aquilo a que se propuseram?
- 3. Trouxe algo à equipa?
Contribuições diferentes, o mesmo valor.
Apoiar, não resolver.
Esta é para os adultos. Decidir por uma criança tira-lhe a oportunidade de pensar e resolver o problema por si própria. Fazer a pergunta seguinte permite-lhe encontrar o seu próprio caminho e evoluir através da conversa. Três perguntas fazem mais do que qualquer resposta:


- 1. Explicaste a tua ideia para que a possam acompanhar?
- 2. Vocês os dois já experimentaram de duas formas diferentes?
- 3. O que vais dizer ao teu colega de equipa da próxima vez?
Incentivar: sim. Substituir: não.
Então, o que é um bom trabalho de equipa na FLL?
Ideias diferentes, a remar na mesma direção, tornam possíveis coisas ainda maiores.

Uma boa equipa não é
- uma equipa que nunca discute
- todos a fazerem exatamente a mesma coisa
- o mais forte a fazer tudo sozinho
- os adultos a resolverem todos os problemas
São as crianças a aprenderem, aos poucos, a
- assumir a responsabilidade pela tarefa que aceitaram
- pedir ajuda logo que fiquem bloqueados
- ouvir com atenção a ideia de outra pessoa
- resolver um desacordo através de um teste
- dar espaço para que outros possam participar
- fazer a sua parte sem ser preciso pedir
- precisar de cada vez menos orientação dos adultos
A FLL parece focar-se em robôs. Mas o que realmente se treina é a capacidade de realizar algo complexo, em equipa — para o resto da vida.
Isto é o que a sua criança treina na Sheen Academy.

Vem construir uma equipa.
As equipas FLL são preenchidas por ordem de inscrição e a equipa FTC tem apenas dez vagas.
Ver os programas e inscreverLeva para casa
As mesmas doze páginas num folheto imprimível — ideal para o quadro de avisos da escola ou para a reunião de pais.
Descarregar o folheto (PDF)FIRST®, FIRST® LEGO® League and FIRST® Tech Challenge are trademarks of FIRST and the LEGO Group, which do not sponsor or endorse Sheen Academy.
